Não sei se pela minha insatisfação quase que constante, fruto da minha percepção em relação à intensidade com que o "mundão" se esforça para nos engolir, ou se pela precoce maturidade que adquiro com a passagem do tempo acerca de assuntos que algumas pessoas sequer refletem durante a vida toda, certo dia cheguei à constatação de que a vida é chata.
Claro que me indaguei se não estava generalizando uma impressão que tinha da MINHA vida e a atribuindo a TODAS as vidas. Após certa análise cheguei à conclusão de que não. "Todas as vidas são chatas". Para ilustrar, utilizarei uma situação em que todos nós fazemos nossa escolha:
Durante a vida, existem duas opções máximas e totalmente opostas quando se trata da postura que adotaremos quanto às relações afetivas: ou somos “sossegados”, adotando um estilo mais caseiro, preferindo nos relacionarmos com as “pessoas certas” de uma forma seletivamente cadenciada, ou somos “baladeiros”, adotando um estilo mais “liberal”, aproveitando todas as oportunidades que a vida nos disponibiliza, conhecendo o máximo de pessoas possível. Logicamente existem as opções de meio termo: todas certamente válidas, porém menos significativas para serem usadas no meu exemplo.
Se você opta por ser mais “sossegado”, acaba por achar alguém legal que combine com seu jeito, seus gostos e sua visão de mundo e fatalmente inicia um namoro que findará após alguns anos por motivos variados ou, ironicamente, por falta de motivo para continuar. Dificilmente a rotina não corrói a relação e o que no começo você achava que era amor transforma-se em uma irmandade doentia, regida pelo “piloto-automático” da convivência.
Por outro lado, se sua opção é a de “baladeiro”, você não se considera estático, sua vida é a variedade! Diferentes bares, diferentes noites, diferentes situações, diferentes pessoas, diferentes corpos... tudo diferente! Posso não ser a melhor pessoa para falar sobre esse âmbito, mas, não cansa não? Todo final de semana: balada, bebida, chegar em casa 8 da manhã.... “Pô, peguei várias!”... Será que o próprio ato de beijar várias numa noite não enche o saco uma hora?
Ambos os estilos de vida são entediantes. "Mas então como devemos agir?", pensei. "De que maneira poderemos ser felizes?" Logicamente, eu, como qualquer ser humano, busco a fórmula da felicidade. As pessoas que tentam me ensinar a viver (meus pais) me deram uma dica sobre o assunto outro dia que mudou meu modo de pensar. “A felicidade está nas pequenas coisas”. Claro que a frase é clichê, mas será que você já realmente conseguiu pegar o seu significado? Já parou para pensar como algumas pequenas situações nos proporcionam um bem-estar imenso? Seja um filme assistido com alguém querido, ou um almoço em família, ou uma gargalhada coletiva por razão alguma, ou um ato ingênuo do seu animalzinho de estimação. Esse bem-estar é felicidade! E por que temos tanta dificuldade de identificá-la? Porque ela é simples! Tendemos a mistificar aquilo que não compreendemos e conseqüentemente dificultá-lo.
Portanto, em uma visão mais geral, se a vida é a própria busca pela felicidade, concluo que ela não é chata, mas sim simples.
Sim! A vida é mais simples do que imaginamos.
Vi, gostei do seu texto.
ResponderExcluirAcho bem importante fazer essas reflexões para entender melhor a vida e viver melhor também.
Beijos,
Concordo. A felicidade é simples, mas não simplista. Fica a dica.
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