Nostalgia Fora de Tempo
sábado, 3 de novembro de 2012
E foi tudo uma farsa
Um vazio q corroi o peito.
Uma dor q tira o fôlego.
Uma vontade d fugir d si mesmo, de memórias q perseguem.
Q saudade!
Q saudade do seu toque.
E foi tudo uma farsa.
Já apagou da sua vida. E foi tudo uma farsa.
Q doce ilusão!
A verdade nua e crua como a dor é gélida ao ponto d congelar a vida.
Como era gostoso achar q era feliz.
Hj resta apenas uma máscara por cima de feridas abertas.
Um leproso em busca de cura.
Vá com deus, suposto grande pequeno, se é q d fato existente, amor.
E foi tudo uma farsa.
domingo, 27 de março de 2011
Introspecção Retrospectiva com Final/Início Feliz
Minha insatisfação com a qualidade dos relacionamentos e com tudo quanto respira, se torna mais latente na procura obstinada, desenfreada e atormentada por afeto!
É uma busca não sei pelo que, nem por que, nem tampouco sei onde buscar... Sinto que algo me falta para continuar, que não será alegre minha jornada, se este complemento em mim não se fizer.
E os dias se parecem pura perda de tempo, a se precipitarem dentro de uma existência sem sentido.
A irritação tomou conta do raciocínio e a preguiça de colocar as emoções no devido lugar, ganha de longe a batalha de qualquer desejo intuitivo para reagir.
A falta de perspectiva, ou a pouca visão em relação a expectativas, tornam minha promissora vida, numa grande e enfadonha promessa de qualquer coisa!
Um futuro brilhante, uma bela carreira, esposa, filhos, bela casa, blá, blá, blá... Esposa? Seria algo assim que preciso? Esposa?
Mas, tenho de ser honesto comigo mesmo, um relacionamento poderia mudar toda essa história. Uma pessoa com o poder de me querer e querer dissipar as nuvens de pessimismo que sobre mim pairam. Uma pessoa dotada de um carinho revigorante para me tirar dos níveis de estima depreciada nos quais fixei residência desde sempre. Alguém que acredite que o crescimento de um ser humano necessita da parcela que só o par pode trazer para ele. Alguém que acredite no diálogo, na tolerância, no reinício diário diante das intempéries que a convivência traz. Alguém que procure como eu um motivo para justificar os desencontros causados pela incompreensão das pessoas diante de minha suposta inteligência.
Mas, antes de tudo, alguém que compreenda o quanto sofri e chorei e sofri..., quando dei adeus à infância e meus sentimentos foram colocados à prova, antecipando minha iniciação para a vida adulta. Quando achei que nunca mais seria capaz de amar novamente e a embriaguez que a decepção e a indiferença causaram em mim, tornei-me um séptico em relação à verdade do amor, ou seja, uma pessoa triste e sem propósito!
Porém, a vida cobra caro, mas paga bem!
Todo o tempo que permaneci nos calabouços sentimentais, decretado pelo alto pedágio cobrado nas estradas que “o crescer” nos impõe, depurou meu estado de espírito para a viagem. Revigorado e fortalecido dentro de minhas novas convicções, me tornei receptivo à presença do amor, num processo de auto-regeneração.
As crises de irritação ainda me assolam porque tenho interesse na humanidade e acredito que ainda terei minha chance de contribuir, para aliviar com uma parcela de civilidade neste panorama catastrófico que vivemos.
Em relação ao amor, ah o amor...
Esse remédio que a criação depositou dentro de cada ser, como item principal do kit de primeiros socorros de sobrevivência...
Essa poção mágica que desmaterializa a mágoa e promove a disposição para viver, com a mesma força, tão imediatamente que parece estar tratando amantes de idiotia!
Esse milagre, que acontece, justamente quando não mais contávamos com a contemplação do bem querer, contrariando todo e qualquer padrão de coerência, nos tornando novamente aptos à vida!
Hoje posso voltar para a auto-estrada, tanque cheio e pneus novos.
Posso amar novamente e me permito ser amado!
Obrigado por aparecer... e me fazer acreditar que vale a pena prosseguir. Obrigado por devolver o gosto doce à minha vida... meu anjinho chamado Jéssica.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Versos a esmo
Estes versos saíram a esmo. Refletem a falta de paralelismo dos meus pensamentos e a incongruência dos meus sentimentos.
Posso pedir
pra você pelo menos passar por mim,
pra eu te olhar
e ver que ainda existe?
Sentir que realmente tudo não passou de um sonho
e assim poder te amar tranqüilo
por todo o tempo em que eu ainda estiver vivo?
Será que tenho direito a revolta,
tendo nós vivido a eternidade e visitado o paraíso
porquanto durou o nosso amor,
sendo que alguns passam a vida inteira sem conhecer esse sentimento?
Como pode eu e você não ficarmos juntos
Se juntos nossos corações agora estão?
Como pode alguém morrer de amor
Se morte e amor parecem tão incongruentes?
Como posso eu te desculpar,
Se por amor a você eu sinto vontade de morrer?
Te desculpo
Mas morro junto.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Motivos Escusos
Motivos escusos...
Minha certeza de que trago muito amor, vejo com clareza
Minha verdade tem o aval de meus desejos e sentimentos mais sublimados
Minhas intenções e aspirações me deixam orfão de um grande acontecimento
Motivos escusos...
Meu censo de decência me mantém na expectativa
Meu auto-controle racional sobre tudo quanto é necessário perspicácia
Me abandona nesses momentos de debandada sentimental
Motivos escusos...
Caio de joelhos diante da espera e investidas fracassadas, tentativas de vida, convites cheios de sagradas promessas
Devo ter banalizado o amor noutra vida
Para ter de conviver com tantos dissabores na área do bem-querer
Motivos escusos...
Toda carga de fluídos e esforço mental canalizados para alguém
Retornam para mim sem que possa compreender a recusa
A dor de amor bate em minhas portas
Motivos escusos obstruem meus anseios
Algo invisível, escondido, protegido da verdade
A felicidade está logo ali ao meu alcance
Eu falo de amor, de felicidade, de momentos de sonho e de paixão
Motivos escusos...
Castrado, violentado, desrespeitado pela sorte
Se eu pudesse controlar o tempo, eu voltaria até o dia que nos amamos
Só pra dormir abraçado a você outra vez
Sérgio Pecoraro 06/01/2011
Obrigado pelo texto, pai.
Talvez só você entenda o que eu sinto,
Muito provavelmente melhor do que eu mesmo.
Minha certeza de que trago muito amor, vejo com clareza
Minha verdade tem o aval de meus desejos e sentimentos mais sublimados
Minhas intenções e aspirações me deixam orfão de um grande acontecimento
Motivos escusos...
Meu censo de decência me mantém na expectativa
Meu auto-controle racional sobre tudo quanto é necessário perspicácia
Me abandona nesses momentos de debandada sentimental
Motivos escusos...
Caio de joelhos diante da espera e investidas fracassadas, tentativas de vida, convites cheios de sagradas promessas
Devo ter banalizado o amor noutra vida
Para ter de conviver com tantos dissabores na área do bem-querer
Motivos escusos...
Toda carga de fluídos e esforço mental canalizados para alguém
Retornam para mim sem que possa compreender a recusa
A dor de amor bate em minhas portas
Motivos escusos obstruem meus anseios
Algo invisível, escondido, protegido da verdade
A felicidade está logo ali ao meu alcance
Eu falo de amor, de felicidade, de momentos de sonho e de paixão
Motivos escusos...
Castrado, violentado, desrespeitado pela sorte
Se eu pudesse controlar o tempo, eu voltaria até o dia que nos amamos
Só pra dormir abraçado a você outra vez
Sérgio Pecoraro 06/01/2011
Obrigado pelo texto, pai.
Talvez só você entenda o que eu sinto,
Muito provavelmente melhor do que eu mesmo.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Tempos Indecentes
Difícil ser decente em tempos como este. Decente ao ponto de ser gentil sem causar estranheza, decente ao ponto de sonhar quando tentam enterrar sua mente na terra. Decente ao ponto de amar e se entregar ao amor sem assustar e espantar a pessoa amada.
Cada vez mais chego à conclusão de que não pertenço a este tempo. Ou então se não eu, minha cabeça não está de acordo com esta época. Longe de qualquer tipo de vaidade, acredito que ainda vou sofrer muito sendo do jeito que sou, acreditando no romantismo e no amor. A cabeça das pessoas é repleta de desconfiança justamente por vivermos em tempos como este. Infelizmente acabamos entrando num “ciclo vicioso da indecência”: tempos indecentes geram desconfiança nas pessoas que, justamente por estarem desconfiadas, não dão credibilidade a quem demonstra seus sentimentos de peito aberto. Por fim, após apanharem bastante, esses que amam e sabem amar acabam se calejando e se juntando à multidão desconfiada.
Em resumo, tempos indecentes geram pessoas indecentes. Infelizmente sinto que aos poucos estou me tornando uma delas. Mas enquanto isso não acontece, sigo acreditando no amor sem limites, lutando pra que minha ferida não pare de sangrar e acabe por cicatrizar.
sábado, 25 de setembro de 2010
Medo da Morte
“E eu não tenho medo de morrer,
A qualquer hora pode acontecer, eu não me importo.
Porque eu deveria ter medo de morrer?
Não há razão para isso,
Você tem que ir algum dia.”
- The Great Gig in the Sky, Pink Floyd
Eu tenho medo de morrer.
Não sei se medo é a melhor palavra, mas é a única que me ocorre no momento. Medo do que me espera, talvez. Ou medo do que não me espera. Medo do nada. Não da inexistência de algo “do outro lado”, mas sim da redução da minha existência neste lado a nada.
O “mundo cão” em que vivemos já possui uma habilidade especial de nos generalizar no dia-a-dia. Um esforço para nos reduzir à insignificância. De certo modo lutamos para fazermos jus à nossa existência neste planeta - existência essa que nem sabemos se tem sentido ou não. Queremos ser notados, escrever nosso nome na história e de alguma forma sermos lembrados. Todas essas formas de prolongar ao máximo nossa existência para além da putrefação da carne.
Talvez “existência” não seja a melhor palavra também, mas sim a “boa e velha” sobrevivência. Se já não bastassem a força da gravidade que nos mantém “pressionados contra o chão” e o próprio ar que nos corrói as entranhas desde o momento em que deixamos o ventre materno, as situações a que somos submetidos no cotidiano nos pisoteia e bota nossos nervos de aço à prova, em uma verdadeira versão moderna e artificial da seleção natural. Sobrevivemos para que, afinal? Por que não simplesmente nos deitamos e esperamos a morte chegar? Por que não simplesmente tiramos a nossa própria vida? Muitas pessoas dizem temer a morte devido à separação dos seus entes queridos. Um pouco tolo, pois se não se garante “a luz no fim do túnel”, para que se preocupar com a sua cor?
Mas, enfim, por que a grande maioria das pessoas se convence de que vale a pena viver? Se a existência é penosa para homens e mulheres, ricos e pobres, raposas e jacarés, por que não simplesmente abdicamos de sua provação? Mais uma vez o medo da morte está presente, mas não sozinho. Existe também a curiosidade humana em viver a vida para descobrir o que ela significa, para tentar decifrá-la e provar do que os que “já se foram” antes tentaram definir – e mesmo assim, acredito ser impossível chegar a uma conclusão una. Afinal, não faz parte da natureza humana deixar mistérios sem resolução.
Tenho medo da morte como tenho medo da vida. Mais que o medo da morte, prevalece o medo da minha fraqueza vil, do meu orgulho e do meu egoísmo, que de certa forma me fazem morrer por dentro. Não temo a separação, que é inevitável, mas temo os momentos que deixo passar despercebidos e as muitas situações em que mino consciente e inconscientemente as oportunidades de criação de momentos por preguiça e por sórdida indisposição de espírito. Porque se ainda não conseguimos decifrar a existência, e é bem provável que nem cheguemos perto de termos sucesso nessa busca, o mais próximo que chegamos de seu sentido é pelas experiências que nos fazem sentir que estamos vivos.
Eu tenho medo de não viver.
A qualquer hora pode acontecer, eu não me importo.
Porque eu deveria ter medo de morrer?
Não há razão para isso,
Você tem que ir algum dia.”
- The Great Gig in the Sky, Pink Floyd
Eu tenho medo de morrer.
Não sei se medo é a melhor palavra, mas é a única que me ocorre no momento. Medo do que me espera, talvez. Ou medo do que não me espera. Medo do nada. Não da inexistência de algo “do outro lado”, mas sim da redução da minha existência neste lado a nada.
O “mundo cão” em que vivemos já possui uma habilidade especial de nos generalizar no dia-a-dia. Um esforço para nos reduzir à insignificância. De certo modo lutamos para fazermos jus à nossa existência neste planeta - existência essa que nem sabemos se tem sentido ou não. Queremos ser notados, escrever nosso nome na história e de alguma forma sermos lembrados. Todas essas formas de prolongar ao máximo nossa existência para além da putrefação da carne.
Talvez “existência” não seja a melhor palavra também, mas sim a “boa e velha” sobrevivência. Se já não bastassem a força da gravidade que nos mantém “pressionados contra o chão” e o próprio ar que nos corrói as entranhas desde o momento em que deixamos o ventre materno, as situações a que somos submetidos no cotidiano nos pisoteia e bota nossos nervos de aço à prova, em uma verdadeira versão moderna e artificial da seleção natural. Sobrevivemos para que, afinal? Por que não simplesmente nos deitamos e esperamos a morte chegar? Por que não simplesmente tiramos a nossa própria vida? Muitas pessoas dizem temer a morte devido à separação dos seus entes queridos. Um pouco tolo, pois se não se garante “a luz no fim do túnel”, para que se preocupar com a sua cor?
Mas, enfim, por que a grande maioria das pessoas se convence de que vale a pena viver? Se a existência é penosa para homens e mulheres, ricos e pobres, raposas e jacarés, por que não simplesmente abdicamos de sua provação? Mais uma vez o medo da morte está presente, mas não sozinho. Existe também a curiosidade humana em viver a vida para descobrir o que ela significa, para tentar decifrá-la e provar do que os que “já se foram” antes tentaram definir – e mesmo assim, acredito ser impossível chegar a uma conclusão una. Afinal, não faz parte da natureza humana deixar mistérios sem resolução.
Tenho medo da morte como tenho medo da vida. Mais que o medo da morte, prevalece o medo da minha fraqueza vil, do meu orgulho e do meu egoísmo, que de certa forma me fazem morrer por dentro. Não temo a separação, que é inevitável, mas temo os momentos que deixo passar despercebidos e as muitas situações em que mino consciente e inconscientemente as oportunidades de criação de momentos por preguiça e por sórdida indisposição de espírito. Porque se ainda não conseguimos decifrar a existência, e é bem provável que nem cheguemos perto de termos sucesso nessa busca, o mais próximo que chegamos de seu sentido é pelas experiências que nos fazem sentir que estamos vivos.
Eu tenho medo de não viver.
sábado, 10 de julho de 2010
Chatice ou Simplicidade?
Não sei se pela minha insatisfação quase que constante, fruto da minha percepção em relação à intensidade com que o "mundão" se esforça para nos engolir, ou se pela precoce maturidade que adquiro com a passagem do tempo acerca de assuntos que algumas pessoas sequer refletem durante a vida toda, certo dia cheguei à constatação de que a vida é chata.
Claro que me indaguei se não estava generalizando uma impressão que tinha da MINHA vida e a atribuindo a TODAS as vidas. Após certa análise cheguei à conclusão de que não. "Todas as vidas são chatas". Para ilustrar, utilizarei uma situação em que todos nós fazemos nossa escolha:
Durante a vida, existem duas opções máximas e totalmente opostas quando se trata da postura que adotaremos quanto às relações afetivas: ou somos “sossegados”, adotando um estilo mais caseiro, preferindo nos relacionarmos com as “pessoas certas” de uma forma seletivamente cadenciada, ou somos “baladeiros”, adotando um estilo mais “liberal”, aproveitando todas as oportunidades que a vida nos disponibiliza, conhecendo o máximo de pessoas possível. Logicamente existem as opções de meio termo: todas certamente válidas, porém menos significativas para serem usadas no meu exemplo.
Se você opta por ser mais “sossegado”, acaba por achar alguém legal que combine com seu jeito, seus gostos e sua visão de mundo e fatalmente inicia um namoro que findará após alguns anos por motivos variados ou, ironicamente, por falta de motivo para continuar. Dificilmente a rotina não corrói a relação e o que no começo você achava que era amor transforma-se em uma irmandade doentia, regida pelo “piloto-automático” da convivência.
Por outro lado, se sua opção é a de “baladeiro”, você não se considera estático, sua vida é a variedade! Diferentes bares, diferentes noites, diferentes situações, diferentes pessoas, diferentes corpos... tudo diferente! Posso não ser a melhor pessoa para falar sobre esse âmbito, mas, não cansa não? Todo final de semana: balada, bebida, chegar em casa 8 da manhã.... “Pô, peguei várias!”... Será que o próprio ato de beijar várias numa noite não enche o saco uma hora?
Ambos os estilos de vida são entediantes. "Mas então como devemos agir?", pensei. "De que maneira poderemos ser felizes?" Logicamente, eu, como qualquer ser humano, busco a fórmula da felicidade. As pessoas que tentam me ensinar a viver (meus pais) me deram uma dica sobre o assunto outro dia que mudou meu modo de pensar. “A felicidade está nas pequenas coisas”. Claro que a frase é clichê, mas será que você já realmente conseguiu pegar o seu significado? Já parou para pensar como algumas pequenas situações nos proporcionam um bem-estar imenso? Seja um filme assistido com alguém querido, ou um almoço em família, ou uma gargalhada coletiva por razão alguma, ou um ato ingênuo do seu animalzinho de estimação. Esse bem-estar é felicidade! E por que temos tanta dificuldade de identificá-la? Porque ela é simples! Tendemos a mistificar aquilo que não compreendemos e conseqüentemente dificultá-lo.
Portanto, em uma visão mais geral, se a vida é a própria busca pela felicidade, concluo que ela não é chata, mas sim simples.
Sim! A vida é mais simples do que imaginamos.
Claro que me indaguei se não estava generalizando uma impressão que tinha da MINHA vida e a atribuindo a TODAS as vidas. Após certa análise cheguei à conclusão de que não. "Todas as vidas são chatas". Para ilustrar, utilizarei uma situação em que todos nós fazemos nossa escolha:
Durante a vida, existem duas opções máximas e totalmente opostas quando se trata da postura que adotaremos quanto às relações afetivas: ou somos “sossegados”, adotando um estilo mais caseiro, preferindo nos relacionarmos com as “pessoas certas” de uma forma seletivamente cadenciada, ou somos “baladeiros”, adotando um estilo mais “liberal”, aproveitando todas as oportunidades que a vida nos disponibiliza, conhecendo o máximo de pessoas possível. Logicamente existem as opções de meio termo: todas certamente válidas, porém menos significativas para serem usadas no meu exemplo.
Se você opta por ser mais “sossegado”, acaba por achar alguém legal que combine com seu jeito, seus gostos e sua visão de mundo e fatalmente inicia um namoro que findará após alguns anos por motivos variados ou, ironicamente, por falta de motivo para continuar. Dificilmente a rotina não corrói a relação e o que no começo você achava que era amor transforma-se em uma irmandade doentia, regida pelo “piloto-automático” da convivência.
Por outro lado, se sua opção é a de “baladeiro”, você não se considera estático, sua vida é a variedade! Diferentes bares, diferentes noites, diferentes situações, diferentes pessoas, diferentes corpos... tudo diferente! Posso não ser a melhor pessoa para falar sobre esse âmbito, mas, não cansa não? Todo final de semana: balada, bebida, chegar em casa 8 da manhã.... “Pô, peguei várias!”... Será que o próprio ato de beijar várias numa noite não enche o saco uma hora?
Ambos os estilos de vida são entediantes. "Mas então como devemos agir?", pensei. "De que maneira poderemos ser felizes?" Logicamente, eu, como qualquer ser humano, busco a fórmula da felicidade. As pessoas que tentam me ensinar a viver (meus pais) me deram uma dica sobre o assunto outro dia que mudou meu modo de pensar. “A felicidade está nas pequenas coisas”. Claro que a frase é clichê, mas será que você já realmente conseguiu pegar o seu significado? Já parou para pensar como algumas pequenas situações nos proporcionam um bem-estar imenso? Seja um filme assistido com alguém querido, ou um almoço em família, ou uma gargalhada coletiva por razão alguma, ou um ato ingênuo do seu animalzinho de estimação. Esse bem-estar é felicidade! E por que temos tanta dificuldade de identificá-la? Porque ela é simples! Tendemos a mistificar aquilo que não compreendemos e conseqüentemente dificultá-lo.
Portanto, em uma visão mais geral, se a vida é a própria busca pela felicidade, concluo que ela não é chata, mas sim simples.
Sim! A vida é mais simples do que imaginamos.
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